Pessoas com diabetes passam a ser prioritárias no novo plano de vacinação
23/04/2021 14:59:20
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Pessoas com diabetes passam a ser prioritárias no novo plano de vacinação

Pessoas dos 16 aos 60 anos de idade, com diabetes tipo 1 ou 2, passam a estar incluídas na fase de vacinação que agora avança. Esta era uma das reivindicações da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), no âmbito do Grupo de Trabalho para o Plano de Vacinação contra a COVID-19, e que foi acolhida na revisão anunciada esta semana. A APDP estima que, até ao final de maio, todas as pessoas com diabetes e mais de 16 anos terão já tomado a primeira dose da vacina.

De acordo com o Dr. José Manuel Boavida, presidente da APDP, “estudos realizados em todo o mundo já demonstraram que existe maior risco de formas mais graves da COVID-19 em pessoas com diabetes.  A diabetes tipo 1 como aparece, maioritariamente, na idade infantil e juvenil, faz com que os anos de vida com doença sejam potencialmente mais gravosos, fragilizando-as perante este vírus. É realmente uma ótima notícia que sejam integrados na população prioritária”. E acrescenta: "Estamos muito satisfeitos pelo rumo da negociação realizada pela APDP junto do Ministério da Saúde. Foi um processo demorado, mas os resultados são muito satisfatórios. Conseguimos que a diabetes fosse considerada prioritária."

Na fase em vigor há dois critérios de vacinação a considerar: o critério da idade continua a prevalecer, incluindo todos os cidadãos com mais de 60 anos, que representam a maioria das pessoas com diabetes; e o critério de doenças listadas como de risco acrescido, em que se enquadram as pessoas acima dos 16 anos e com diabetes tipo 1 ou 2.

A APDP recorda que, neste momento, entre 300 a 400 mil indivíduos, isto é, cerca de 30% a 40% das pessoas com diabetes, já foram vacinadas na primeira fase devido à idade ou a comorbilidades associadas. Esta percentagem corresponde ao grupo de pessoas com diabetes e mais de 80 anos; ou com mais de 50 e que tenham, além da diabetes, insuficiência respiratória, cardíaca ou renal, uma população suscetível a um risco ainda maior de complicações graves.

“É para nós importante que seja reconhecido o risco que, por si só, constitui a diabetes independentemente das complicações que lhe possam estar associadas”, sublinha o Prof. Doutor João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP. “As pessoas com diabetes sabem desde há um ano que são um grupo de risco; e, como tal, é muito importante que a comunicação da vacinação nesta fase seja clara para quem tem diabetes e para os profissionais de saúde”, conclui.


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