Estudo da Universidade Johns Hopkins confirma que remdesivir encurta a duração da doença por COVID-19
05/04/2021 13:15:40
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Estudo da Universidade Johns Hopkins confirma que remdesivir encurta a duração da doença por COVID-19

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos da América (EUA), acabam de publicar na revista JAMA Network Open um estudo que confirma que o medicamento antiviral remdesivir encurta a duração da doença COVID-19, mesmo nos doentes não caucasianos, que apresentam risco mais elevado de doença grave.

Reforçando os dados dos estudos mais recentes, os autores descrevem uma coorte multicêntrica, retrospetiva (de 4 de março a 29 de agosto de 2020) de doentes hospitalizados com COVID-19 elegíveis e tratados com remdesivir, com ou sem dexametasona. Remdesivir permitiu encurtar significativamente o tempo para a melhoria clínica, sobretudo nos doentes com manifestação moderada de doença. A redução no tempo para a melhoria clínica com remdesivir manteve-se após exclusão dos doentes tratados com remdesivir em associação com dexametasona da análise, sugerindo que este benefício se atribuirá essencialmente a remdesivir. A mortalidade nos doentes tratados com remdesivir em associação com dexametasona aos 28 dias é menor do que a mortalidade nos doentes tratados apenas com remdesivir.

Principais destaques do estudo:

- A equipa analisou os registos de 2.483 doentes com COVID-19 tratados no sistema Johns Hopkins. Destes, 342 foram tratados com remdesivir e 184 foram tratados com remdesivir em associação com corticoterapia;

- Aprovado em outubro, o remdesivir foi o primeiro medicamento a obter a aprovação total da US Food and Drug Administration (FDA) para uso no tratamento da COVID-19. O remdesivir foi o primeiro medicamento a obter a aprovação da FDA para o tratamento da COVID-19 em outubro de 2020;

- “A utilização de remdesivir foi associada a uma melhoria clínica mais rápida numa coorte de doentes predominantemente não causasianos", refere o Dr. Brian Garibaldi da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. O mesmo fez parte da equipa de médicos que em 2020 tratou o presidente Trump com COVID-19;

- “O estudo incluiu uma percentagem muito mais elevada de doentes de grupos minoritários subrepresentados nos ensaios clínicos anteriores de remdesivir. Aproximadamente 80% dos doentes da nossa coorte eram indivíduos não causasianos. Nos ensaios clínicos, este grupo de doentes corresponde a 30 a 47% da população recrutada”, sublinha o investigador;

- “Uma vez que os grupos representaram uma sobrecarga desproporcionada durante a pandemia da COVID-19, mas não estão amplamente representados em ensaios clínicos, os nossos resultados fornecem provas evidência importantes de que a utilização de remdesivir está associada a uma diminuição do tempo para a melhoria clínica nestas populações", conclui.

Leia o estudo completo aqui.


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