Dr. Nuno Jacinto: “Passamos largamente o nosso limite”
22/03/2021 12:31:11
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Dr. Nuno Jacinto: “Passamos largamente o nosso limite”

“Passamos largamente o nosso limite e, mesmo assim, continuamos a trabalhar dentro do que nos era possível”, assegura o Dr. Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e médico de família na USF Salus, em Évora. Em entrevista à plataforma da News Farma, Inside Now, o médico acredita que, num olhar para o futuro, os desafios serão os mesmos que já existiam: manter o acompanhamento de todos os doentes, controlar os fatores de risco e garantir que as suas orientações são ouvidas e colocadas em prática.

“Nesta região, passada a fase dos surtos nos lares, o resto é muito comum ao que aconteceu em todo o lado, com as áreas de atendimento a doentes respiratórios, com o Trace COVID – também tivemos alturas em que as unidades tinham centenas de doentes a seu cargo e, portanto, o consumo de tempo com as chamadas telefónicas e com as tarefas informáticas a elas associadas era muito grande”, recorda o especialista.

“O que temos vindo a perceber é que esta doença, mesmo em pessoas que tiveram sintomas ligeiros, na sua fase aguda, vai deixando algumas sequelas”, sublinha, exemplificando que há vários casos de doentes que, após 12 semanas, continuam com “algumas queixas”, sobretudo cansaço.

Questionado sobre o acompanhamento destas pessoas, assume que “ainda não se sabe bem” como será feito, mas prevê que venha a envolver uma “colaboração com a parte hospitalar e com a reabilitação respiratória”.

Neste âmbito, destaca que os médicos de família têm a vantagem de conhecerem bem os seus doentes, embora persista um problema de falta de tempo.

Assista à entrevista aqui.


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