Gripe custa 3,9 milhões em hospitalizações, por ano, ao SNS
09/03/2021 16:33:43
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Gripe custa 3,9 milhões em hospitalizações, por ano, ao SNS

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem um custo médio anual de 3,9 milhões de euros em hospitalizações relacionadas com a gripe, revela o BARI - Burden of Acute Respiratory Infections. Este estudo analisou o impacto no serviço público de saúde das hospitalizações atribuíveis à gripe ao longo de 10 épocas gripais.

O custo médio anual por doente é de 3.302 euros, aumentando consoante a idade, já que os mais velhos têm normalmente outras doenças associadas. Nos doentes com idade inferior a 65 anos e com comorbilidades, este valor é de 3.485 euros. E, nos sem outras doenças associadas, é de 2.164 euros. Já nas pessoas além dos 65 anos e com comorbilidades, o custo médio anual chega aos 4.714 euros, enquanto na mesma idade, mas sem outras doenças, o valor fica-se pelos 2.204 euros.

Ainda quanto aos encargos económicos da gripe para o SNS em hospitalizações, a investigação conclui que quase metade (47%) dos 3,9 milhões de euros anuais é relativa a doentes com idade igual ou superior a 65 anos.

“Efetivamente, há um custo individual, um custo para as famílias e há um custo para as economias que (...) não pode ser menosprezado”, explica, à agência Lusa, o Dr. Carlos Rabaçal, um dos especialistas que participou no estudo.

Os dados indicam que a taxa de mortalidade hospitalar sobe para 9,9% nas pessoas que têm comorbilidades designadamente doenças cardiovasculares ou doenças respiratórias.

Citado em comunicado, o Prof. Doutor Carlos Robalo Cordeiro, vice-presidente da European Respiratory Society (ERS), considera que, “apesar do aumento da cobertura vacinal, ainda existe uma sobrecarga significativa de gripe na faixa etária a partir dos 65 anos, que regista mais hospitalizações e de maior duração”.

O pneumologista sublinha, igualmente, a importância de continuar a reforçar a cobertura vacinal, nomeadamente nas pessoas a partir dos 65 anos, sobretudo depois da presente época gripal demonstrar “um registo de gripe quase residual”, devido às medidas de isolamento, “levando a uma possível baixa de imunidade da população na próxima época gripal de 2021/22”.

Fonte: Público


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