Dados revelam que doentes de EMR tratados com cladribina criam resposta à vacinação
01/03/2021 16:42:21
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Dados revelam que doentes de EMR tratados com cladribina criam resposta à vacinação

A Merck anunciou a apresentação de uma nova análise do estudo MAGNIFY-MS sobre cladribina em doentes com esclerose múltipla recidivante (EMR) no Americas Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ACTRIMS) Forum 2021, realizado virtualmente de 25 a 27 de fevereiro de 2021. Os dados mostram que os doentes com EMR que tomaram cladribina são capazes de criar uma resposta à vacinação contra a gripe sazonal e a varicela zoster.

“Compreender a eficácia da vacina em doentes com EM é particularmente importante perante a atual pandemia e a crescente disponibilidade de vacinas para a COVID-19”, sublinhou o Prof. Doutor Klaus Schmierer, professor de Neurologia da Queen Mary University of London e The Royal London Hospital, Reino Unido. “Embora esta nova informação seja baseada num pequeno grupo de doentes que fizeram vacinas contra a gripe e a varicela zoster, ela fornece aos médicos evidências preliminares de que os doentes que tomam cladribina são capazes de criar e manter respostas vacinais eficazes”, sustenta.

A análise retrospetiva foi conduzida para avaliar a resposta com anticorpos protetores à vacina contra a gripe sazonal (n = 12) e contra o vírus da varicela zoster (VZV) (n = 3) em doentes tratados com cladribina. As amostras de sangue recolhidas antes e depois da vacinação foram examinadas. Nos doentes que receberam a vacina contra a gripe sazonal, os níveis de anticorpos seroprotetores foram mantidos ou aumentados durante pelo menos seis meses, independentemente da contagem de linfócitos medida no momento da vacinação no ano um ou dois do tratamento com cladribina. Nos doentes que receberam a vacina contra o VZV antes do início de ano um de cladribina, os níveis de anticorpos protetores do VZV foram mantidos durante seis meses após o início de cladribina, apesar da depleção de linfócitos. Estes resultados foram consistentes, independentemente de quando os doentes receberam a vacina em relação a este tratamento.

Na análise do subestudo de vacinação CLOCK-MS, três doentes com esclerose múltipla recidivante-remitente (RRMS) receberam pelo menos uma dose de cladribina antes da vacina contra a gripe. Os níveis de anticorpos seroprotetores aumentaram quatro semanas após a vacinação em todos os três doentes. Dois destes doentes tinham recebido tratamento com cladribina a dois e a quatro meses antes da vacinação, e apresentavam linfopenia no momento da vacinação.

“Num mundo em constante mudança, onde uma pandemia provavelmente estará presente num futuro previsível, é fundamental avaliar o impacto de vacinas não-vivas comuns em pessoas que fazem terapêuticas modificadoras da doença”, realçou o Dr. Danny Bar-Zohar, global head of development para o negócio de Healthcare da Merck. “Estas novas análises incorporam a nossa dedicação e compromisso em realizar avaliações oportunas de mundo real das nossas terapêuticas, para ajudar a responder a questões relevantes levantadas pela comunidade de EM”, conclui.


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