89% dos doentes com cataratas melhoram qualidade de vida após cirurgia
18/02/2021 15:52:08
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89% dos doentes com cataratas melhoram qualidade de vida após cirurgia

O Health Cluster Portugal (HCP), em colaboração com 12 hospitais nacionais, analisou os resultados de diferentes centros oftalmológicos, validando eficiências e racionalização de custos sem perda de qualidade na cirurgia da catarata.

O projeto VBHCAT do HCP, que resulta agora no primeiro relatório anual (2020), visa apresentar os resultados da análise de mais de 11 mil doentes e o caminho numa estratégia de racionalização de custos, mantendo a qualidade dos cuidados prestados.

Em 85% dos casos, os utentes tinham uma acuidade visual antes da cirurgia inferior ao mínimo ideal para poderem conduzir (5/10). Após a cirurgia, 94% registavam uma capacidade igual ou superior a este patamar e 78% atingiram uma acuidade visual “normal” (10/10).

As cirurgias decorreram sem complicações em 98,2% dos casos. Registaram-se apenas três situações de infeção, presumivelmente relacionada com a cirurgia (endoftalmite), tida como a complicação cirúrgica mais grave.

Os utentes preencheram questionários antes e após a cirurgia, para avaliar o grau de incapacidade para a vida diária relacionado com a visão, pela voz do próprio doente. Foi reportada , em 89% dos casos, uma melhoria significativa nas tarefas quotidianas após a cirurgia, representando menos barreiras à realização de atividades da vida diária.

Este projeto tem como objetivo a criação de um sistema de benchmarking rigoroso e credível em cirurgia de catarata, colocando o foco nos resultados em saúde obtidos, nomeadamente na ótica do próprio doente, e promovendo uma cultura de melhoria contínua numa cirurgia de alto volume, alto impacto na qualidade de vida do doente e nos custos do SNS.

Participaram neste projeto o Centro Hospitalar de São João, o Centro Hospitalar do Porto, o Hospital de Braga, o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, o Instituto Gama Pinto, cinco unidades do Grupo CUF, a Unidade de Oftalmologia de Coimbra – UOC, junto com cinco empresas: a Novartis, a Alcon, a Bayer, a Edol e a portuguesa tecnológica Promptly.


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