Dia Mundial de Luta Contra o Cancro: Associação pede ação conjunta europeia entre diabetes e cancro
04/02/2021 12:06:56
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Dia Mundial de Luta Contra o Cancro: Associação pede ação conjunta europeia entre diabetes e cancro

Para assinalar o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, celebrado hoje, 4 de fevereiro, a Associação Protectora dos Diabéticos (APDP) apela a uma ação conjunta, a nível europeu, que considere a relação entre a diabetes e o cancro na agenda do programa da Presidência Portuguesa da União Europeia (UE).

“Temos três áreas de ação identificadas no programa da Presidência Portuguesa da União Europeia, para as quais devemos reforçar a implementação de medidas a nível europeu que considerem a importância da diabetes: primeiro nas pessoas com cancro, segundo na prevenção da COVID-19 nas populações de risco, nomeadamente com diabetes e, por fim, o reforço da saúde digital e do acompanhamento à distância (também na diabetes). Falta o alerta que reforçamos: neste dia mundial, voltemos as nossas atenções especialmente para as pessoas com diabetes atingidas pelo cancro”, defende o presidente da APDP, Prof. Doutor José Manuel Boavida.

Sensibilizar para a relação perigosa entre diabetes e cancro, responsável, em Portugal, pelo aumento da mortalidade intra-hospitalar de oito para 13% (47% dos doentes) é um dos principais objetivos da ação. O apelo da associação é que sejam implementadas estratégias e políticas de prevenção eficientes que travem o rápido acréscimo destas duas doenças.

A associação lembra que o cancro e a diabetes estão entre as “Dez ameaças à saúde global” identificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), referindo que a previsão é que o número de pessoas afetadas continue a aumentar. Estima-se que uma em cada cinco pessoas com cancro (20%) também tenha diabetes. Adicionalmente, estudos epidemiológicos sugerem que as pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver determinados tipos de cancros, nomeadamente hepático, pancreático, do endométrio, colo-rectal, mama e bexiga.

“Temos de apostar numa comunicação de consciencialização para os cuidados a adotar, proporcionar ambientes propícios à adoção de estilos de vida mais saudáveis, oportunidades de diagnóstico precoce, assistência clínica para gerir ambas as condições e programas de educação para as pessoas com diabetes e cancro e profissionais de saúde. Tudo medidas ainda mais relevantes em tempo de pandemia, uma vez que a COVID-19 é um risco acrescido para estas pessoas”, adverte o diretor clínico da APDP, Dr. João Filipe Raposo.

Uma alimentação desadequada, o sedentarismo, o tabaco, o consumo excessivo de álcool e fatores ambientais como a poluição, mas também o isolamento social e o stresse, são alguns dos fatores de risco comuns às duas doenças.


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