15.º Congresso Português do AVC vai ter uma formação prática de treino cognitivo
27/01/2021 16:13:08
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15.º Congresso Português do AVC vai ter uma formação prática de treino cognitivo

Este ano, a formação na área do acidente vascular cerebral (AVC) estende-se além do programa do 15.º Congresso Português do AVC. A reunião magna nacional dedicada aquela que continua a ser a principal causa de morte em Portugal decorre entre 4 e 6 de fevereiro, em formato virtual e, após terminar o programa oficial do encontro, os participantes podem ficar online para conhecer o projeto MIND (Multiple Interventions to Prevent Cognitive Decline) num curso que decorrerá no dia 6, entre as 15h00 e as 17h30, com uma formação prática de treino cognitivo.

 As inscrições ainda estão abertas para esta formação onde o principal mote será abordar as intervenções não farmacológicas para prevenção do declínio cognitivo associado à doença vascular cerebral.

O coordenador do curso, Prof. Doutor Vítor Tedim Cruz, explica que “o declínio cognitivo que resulta da doença vascular cerebral é um dos principais problemas de saúde da população portuguesa adulta”, embora seja uma situação que “pode ser alvo de prevenção através da correção precoce dos fatores de risco vascular nas populações em risco”. “O que acontece no terreno é que as estratégias de prevenção atuando em múltiplos fatores de risco são de difícil implementação em grandes grupos e no âmbito da comunidade”, acrescenta o investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

É neste cenário que faz sentido dar a conhecer iniciativas como o projeto MIND a funcionar ainda numa fase piloto no ACES Porto Ocidental e no Município de Matosinhos, “que procura capacitar equipas locais para a disseminação de boas práticas no âmbito da prevenção vascular”, capacitando os profissionais no terreno com “ferramentas de intervenção que possam ser utilizadas ao nível dos cuidados primários e da comunidade, desde as fases precoces de perceção de risco acrescido”.

Pretende-se, nesta iniciativa, “que os profissionais aprendam a reconhecer indivíduos em risco de declínio cognitivo por doença vascular cerebral e, simultaneamente, organizar equipas locais que facilitem intervenções em múltiplos fatores de risco em simultâneo, nomeadamente a cognição, a nutrição, a atividade física e a perda auditiva”, esclarece o investigador.

Com este curso, os formandos – profissionais de instituições envolvidos nos cuidados à pessoa em risco de desenvolver alterações cognitivas – aprenderão a desenvolver planos multidisciplinares que visem a prevenção de declínio cognitivo, envolvendo diferentes dimensões (treino cognitivo, o exercício físico e a educação alimentar) para que sejam capazes de de implementar planos de monitorização a longo prazo e de replicar a metodologia do projeto MIND através de projetos de iniciativa local.

O programa do curso está dividido em três módulos, com o primeiro a fazer a apresentação da pertinência do projeto MIND, reforçando os principais fatores de risco de demência vascular, a importância da implementação de estratégias não farmacológicas e a apresentação dos resultados já disponíveis da implementação do projeto piloto.
O segundo módulo aborda a intervenção multidisciplinar para a prevenção do declínio cognitivo, desde as estratégias de treino cognitivo, passando pelo exercício físico e pela educação alimentar.
No terceiro e último módulo falar-se-á da monitorização dos défices cognitivos, com especial enfoque na monitorização cognitiva online Brain on Track.

Tal como todo o congresso, também o curso MIND tem o formato totalmente digital o que, na opinião do coordenador da formação, garante uma “enorme acessibilidade a formação de qualidade desde qualquer local do continente, ilhas e comunidades lusófonas”. Permite também que, a partir desses diversos locais, os formandos possam “tirar dúvidas sobre as dificuldades de implementação, as estratégias de adesão, a construção de materiais, entre outros, com profissionais especializados em cada uma das áreas de intervenção, dos vários parceiros do projeto” e igualmente tirar “dúvidas sobre a adaptação de projetos deste tipo ao atual contexto de pandemia”.

Este curso conta com o apoio da Boehringer Ingelheim.


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