Conselhos práticos
08/05/2017 15:48:11
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Conselhos práticos

O controlo eficaz da rinite alérgica implica a combinação de várias medidas. Em primeiro lugar é de evitar a exposição ao alergénio a que o doente é alérgico. O alérgico deve conhecer as medidas ao seu alcance para evitar os alergénios. A gravidade da crise está diretamente relacionada com o grau de exposição aos alergénios no ambiente onde vivemos.

Em Portugal, predominam não só as alergias aos ácaros, fungos ou animais, presentes no ambiente doméstico ou no local de trabalho, mas também aos pólenes das ervas, árvores e arbustos. Se a exposição a esse alergénio é intensa e muito prolongada a doença alérgica pode tornar-se crónica e persistente. A divulgação semanal dos níveis de pólenes existentes na atmosfera em Portugal, designado de Boletim Polínico nacional, está disponível no site da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e pode ser consultado em www.spaic.pt.

A combinação destas medidas com a medicação regular ou diária, permite o controlo da rinite alérgica e fazer uma vida normal:

- No tratamento da rinite alérgica, a utilização de corticoides intranasais ou anti-histamínicos não sedativos, são a chave do tratamento. Esta medicação não cria habituação, e pode ser feita diariamente por períodos prolongados (toda a primavera, por exemplo), se existir indicação médica para tal. Os anti-histamínicos que dão sonolência devem ser evitados;

- Os descongestionantes nasais só podem ser utilizados por um período de dias limitado (máximo de cinco dias consecutivos), devido ao risco de surgir habituação;

- No doente alérgico a pólenes, evitar arejar a casa durante o dia na primavera;

- A utilização frequente de broncodilatadores de curta ação (ex: salbutamol), é prejudicial e constitui um indicador de ausência de controlo da asma. Nestas situações, o doente deve ser aconselhado a marcar uma consulta médica;

- Alergia e intolerância alimentar são conceitos distintos: a alergia alimentar implica a existência de uma reação imunológica, enquanto as intolerâncias são situações em que há dificuldade em digerir o alimento (por falta de enzimas digestivas).

Quando indicadas, as vacinas anti-alérgicas constituem uma forma de tratamento muito eficaz, que se associam com uma redução significativa dos sintomas. Estas vacinas, administradas por via sublingual ou subcutânea, podem ser prescritas por um médico imunoalergologista.


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