O peso da genética
08/05/2017 15:46:25
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O peso da genética

Ao contrário da rinite provocada por infeção aos vírus da gripe ou por bactérias, a rinite alérgica não é contagiosa, pois trata-se de uma inflamação e não de uma infeção. Sabe-se que o risco de aparecimento das manifestações de doenças alérgicas depende sobretudo da genética.

Há uma tendência para a existência de doenças alérgicas na mesma família. Se o pai, a mãe ou irmão sofrem de alergias, o risco da criança vir a desenvolver uma doença alérgica situa-se acima dos 50%. Por outro lado, quando na família não há casos de alergias, o risco de ter uma doença alérgica é muito inferior. O tipo de doença e de alergia pode ser diferente entre pessoas da mesma família, um filho pode ter asma e alergia aos ácaros e outro rinite alérgica aos pólenes.

No caso de ser uma criança com tendência genética para alergias, a doença pode manifestar-se pela primeira vez em qualquer altura, quando há conjugação de vários fatores não completamente esclarecidos, mas sabe-se que o ambiente e estilo de vida atuais são favoráveis a este tipo de doenças. Por outro lado, o doente alérgico tem um risco elevado de desenvolver “novas alergias” ao longo da vida.

No caso de suspeita de reação alérgica, os testes cutâneos de alergia constituem o primeiro passo no diagnóstico. São de execução rápida, pouco dolorosos, sendo o resultado imediato. Devem ser realizados apenas por quem tem experiência na sua aplicação, de forma a evitar interpretações erradas. Podem realizar-se em qualquer idade, embora mais frequentemente se usem a partir dos quatro meses para os alimentos e a partir dos três anos para os alergénios do ar ambiente. Os testes sanguíneos para o doseamento de IgE específica sérica e provas de provocação são realizadas em casos excecionais, particularmente na suspeita de alergia a alimentos, a medicamentos ou a venenos de insetos.


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