"Apesar das adversidades, estas jornadas foram definidas pela sua qualidade científica"

02/03/22
"Apesar das adversidades, estas jornadas foram definidas pela sua qualidade científica"

As 13.as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital Curry Cabral (CHULC) decorreram nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro, na Culturgest, em Lisboa. Foram dois dias de discussão sobre “aquelas que são as áreas mais prevalentes das doenças infecciosas”. Em entrevista, o Prof. Doutor Fernando Maltez, presidente das Jornadas e diretor do Serviço de Infecciologia do CHULC, fez o balanço do encontro marcado pelos “desafios impostos pela pandemia”. Veja o depoimento em vídeo.

O Prof. Doutor Fernando Maltez começa por explicar que a pandemia “obrigou a modificar a organização do evento e a adiá-lo”, no entanto foi assegurada “a qualidade das Jornadas”, à qual os praticantes já estão habituados, destacando ainda “a qualidade científica e dos palestrantes que tiveram presentes”.

Relativamente aos temas, o presidente das Jornadas afirma que “conseguiram debater de uma forma informal” os variados tópicos, num encontro que tem “um modelo já preestabelecido, o de focar as áreas mais prevalentes das doenças infecciosas, em Portugal: infeção por VIH, hepatites por vírus hepatótropicos, doenças infecciosas clássicas e emergentes”, acrescentando que, este ano, “a pandemia inevitavelmente teria de dominar uma parte importante e significativa dos assuntos”.

Nesse sentido, “no que diz respeito à infeção por SARS-CoV-2 decorreu, no dia 23, um curso inteiramente dedicado ao tema, onde se fez um balanço da transmissão, da patogénese, da evolução epidemiológica, do estado da arte relativamente ao tratamento, das formas de prevenção e, sobretudo, daquilo que se perspetiva para os próximos dois anos de pandemia”, explica.

Segundo o Prof. Doutor Fernando Maltez, e também de acordo com “o esqueleto habitual do programa científico”, a abrir o encontro teve lugar “uma conferência dedicada à história das doenças infecciosas”, que “este ano foi dedicada à poliomielite”, uma sessão que o especialista destaca como um “dos momentos mais importantes e mais bonitos destas Jornadas”, acrescentando que terminaria com uma conferência que sobre “a importância da pintura, a ligação da pintura e dos pintores às doenças infecciosas.”

“O balanço geral é que, de facto, a qualidade das Jornadas não se perdeu, manteve-se”, explica o presidente do encontro, referindo que “o número de participantes esteve próximo daquilo que é habitual, cerca de 880 [participantes]”, naquele que “foi o primeiro evento completamente presencial na área das doenças infecciosas”, remata.

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