Há mais pessoas a morrer por tumores malignos em Portugal
22/02/2019 15:56:26
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Há mais pessoas a morrer por tumores malignos em Portugal

Os tumores malignos foram responsáveis por uma em cada quatro mortes em Portugal, em 2017. A mortalidade associada a estes tipos de neoplasias tem vindo a aumentar nos dez últimos anos, ao contrário do que acontece com a principais causas de morte no país: acidente vascular cerebral (AVC) e o enfarte agudo do miocárdio. Estas representam 29,4% do total de óbitos, com tendência de diminuição.

 

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados hoje, dia 22 de fevereiro, no documento Causas de morte 2017, mostram ainda que as doenças do aparelho respiratório se mantiveram como a terceira causa de morte, responsáveis por 11,6% da mortalidade total no país em 2017.

Nesse ano morreram em Portugal 110.187 pessoas.A preocupação, no conjunto dos tumores malignos, vira-se para as mortes provocadas pelos cancros do pulmão, traqueia e brônquios. Representaram 3,8% do total de óbitos em 2017, com valores significativamente crescentes a partir dos 45 anos.

Os tumores malignos do cólon, reto e ânus estiveram na origem de 3,5% das mortes.Já as doenças do aparelho circulatório pesam menos na mortalidade total do país (-1,3% do que em 2016), mas continuam a ser as mais letais. Provocaram a morte a 32.366 pessoas há dois anos.

Os AVC foram responsáveis por 11.270 destas mortes (10,2% dos óbitos no país). E a doença isquémica do coração por outras 7314 (6,6%). São ligeiras melhorias face ao 2016. A mortalidade por AVC foi, entre as doenças do aparelho circulatório, a que mais diminuiu em cinco anos.

Em 2012, morriam cerca 128 pessoas por cada 100 mil habitantes, uma taxa bruta de mortalidade que desceu para 108 pessoas em 2017.

As vítimas são principalmente mulheres, numa relação de 77,2 óbitos masculinos por cada 100 femininos.

No entanto, elas tendem a morrer relativamente mais tarde devido a esta doença, aos 83,8 anos, em média. Eles, aos 80 anos.A mortalidade cresce, naturalmente, com a idade: quatro em cada cinco pessoas que morreram de AVC tinham 75 ou mais anos. A doença tirou-lhes cerca de dez potenciais anos de vida, demonstra o INE.

 

Fonte: Público