Criada bolsa de investigação para osteoporose, doença que afeta entre 700 a 800 mil portugueses
06/02/2019 12:02:55
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Criada bolsa de investigação para osteoporose, doença que afeta entre 700 a 800 mil portugueses

As candidaturas para a 1.ª edição da Bolsa de Investigação em Osteoporose, no valor de 10 mil euros, já estão abertas. A iniciativa é da Associação Nacional contra a Osteoporose (APOROS), da Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM) e da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), com o apoio da Amgen, que procuram impulsionar a investigação científica e/ou epidemiológica para a osteoporose, doença que afeta entre 700 a 800 mil portugueses.

 

A 1.ª edição da Bolsa de Investigação em Osteoporose, direcionada a investigadores nacionais ou estrangeiros para desenvolver projetos em instituições portuguesas, foi criada com o intuito de aumentar o conhecimento sobre esta doença, nomeadamente sobre o diagnóstico, o tratamento, a monitorização, acompanhamento dos doentes, a epidemiologia, a qualidade de vida dos doentes e/ou o custo/carga da doença.

A Bolsa de Investigação em Osteoporose representa mais um passo na procura de conhecimento sobre esta doença que “afeta uma em cada quatro mulheres, depois da menopausa, e um em cada oito homens. Sendo que, por ano, contamos com cerca de 50 mil fraturas causadas pela osteoporose. Devido à sua elevada prevalência e às consequências médicas que acarreta, são essenciais iniciativas de incentivo à investigação na área da osteoporose, como a bolsa que estamos agora a lançar”, afirma o Dr. Luís Cunha Miranda, presidente da SPR.

“É importante identificar os casos mais graves de osteoporose, tratá-los e reabilitá-los para contrariarmos a elevada incidência de fraturas nestes doentes. A existência de uma bolsa de investigação nesta área pode significar mais um importante passo nesta direção, tendo em conta que o número global de casos tem vindo a aumentar com o envelhecimento da população", refere o Dr. António Tirado, presidente da SPODOM, no comunicado divulgado à comunicação social.

Esta patologia, associada à menopausa e ao envelhecimento, leva a uma diminuição da resistência dos ossos e é responsável pelo aumento da incidência de fraturas que se verifica nas mulheres pós menopausicas e nos idosos. A Dr.ª Viviana Tavares, presidente da APOROS, considera que “estamos a caminhar na direção correta ao criarmos uma bolsa que impulsione a investigação e a construção de boas práticas numa doença que, devido às fraturas, leva a uma importante redução da qualidade de vida e a um aumento da morbilidade e mortalidade".

O Dr. Tiago Amieiro, diretor-geral da Amgen em Portugal reforça que “é para nós um imenso orgulho promovermos em parceria com a APOROS, a SPODOM, e a SPR o lançamento desta bolsa que vem apoiar o desenvolvimento e a investigação feita a nível nacional na área da Osteoporose". "Acreditamos que será uma iniciativa com um potencial impacto futuro na sobrevivência e na qualidade de vida das pessoas com Osteoporose”, acrescenta. 

Os projetos submetidos irão ser avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecimento mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica na área da osteoporose em Portugal e/ou internacional, nomeado pela SPR, SPODOM e APOROS.

O regulamento da Bolsa de Investigação pode ser consultado aqui.