Elevado tempo de espera para consulta justifica-se pela “falta de recursos humanos”, garante SPC
10/01/2019 12:25:40
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Elevado tempo de espera para consulta justifica-se pela “falta de recursos humanos”, garante SPC

“A culpa do elevado tempo de espera para consulta está na falta de recursos humanos”. Quem o afirma é o Prof. Doutor João Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC). Em comunicado de imprensa enviado à comunicação social, a SPC lamenta o elevado tempo de espera para uma consulta da especialidade, afirmando que este não se deve somente a uma questão de organização, mas sim à falta de profissionais médicos e não-médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

“O grande problema da Saúde em Portugal, neste momento, prende-se com a falta de recursos humanos. O SNS está cada vez mais a ser esvaziado dos seus profissionais médicos e não-médicos e isso tem um preço, que estamos agora a pagar. Se a isso associarmos o facto de as vagas em Cardiologia não terem sido planeadas convenientemente, há hoje hospitais com uma clara falta de profissionais, pelo que é natural que alguns deles não consigam dar resposta às solicitações em tempo útil”, alerta o especialista.

A SPC recorda ainda que, de acordo com a Portaria n.º 153/2017, de 4 de maio, ficaram definidos os tempos máximos de resposta garantidos no SNS para todo o tipo de prestações de saúde sem caráter de urgência.

No caso da Cardiologia, para as primeiras consultas em situação de doença cardíaca suspeita ou confirmada, o tempo de diagnóstico completo e de apresentação da proposta terapêutica ficou estabelecido em 15 a 45 dias após a indicação clínica para os doentes prioritários (nível 2) e 45 dias seguidos após a indicação clínica para os doentes eletivos (nível 1), incluindo-se nestes tempos a realização dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica que sejam necessários para estabelecer o diagnóstico, elaborar a proposta terapêutica e a apresentação à cirurgia ou à intervenção cardiológica.

Para a primeira consulta de especialidade hospitalar, o diploma fixou um tempo máximo de 120 dias seguidos a partir do registo do pedido da consulta efetuado pelo médico assistente através do Sistema Integrado de Gestão do Acesso dos utentes ao SNS.