Como explica o Dr. Joaquim Moita, presidente da APS, os principais objetivos do encontro passam por “debater a insónia crónica enquanto um grave problema de saúde pública, que atinge cerca de 10% da população portuguesa mas que continua a ser uma questão desvalorizada no nosso país, e, por outro lado, abordar a importância de tratar corretamente esta doença”.
O tratamento da insónia vai ser outro tema abordado durante o Simpósio. Vai ser dada “uma grande atenção ao que consideramos ser o tratamento correto da insónia, quer do ponto de vista farmacológico, quer do ponto de vista das novas abordagens como a terapia cognitivo-comportamental”, acrescenta o especialista.
“Queremos chamar a atenção para o uso excessivo e ineficaz das benzodiazepinas pois, para além dos malefícios, elas deixam de ser úteis ao fim de algum tempo. São completamente inúteis e podem inclusivamente ser maléficas para o próprio sono, pois a estrutura do sono sob o efeito das benzodiazepinas é completamente modificável, sendo que este até é um fator, por muito paradoxal que seja, perpetuante da insónia. Consideramos que a prescrição das benzodiazepinas deve ser contrariada”, continua.
De sublinhar ainda a conferência “Sono, ritmo circadiano e envelhecimento: do laboratório para a sociedade”, que conta com as Prof.ªs Doutoras Cláudia Cavadas e Ana Rita Álvaro, investigadoras do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, como oradoras.
Consulte aqui mais informações.

















