Tal como explicou a neurologista do Centro Hospitalar do Porto – Hospital de Santo António, os microRNAs desempenham um papel relevante no controlo de vários processos imunológicos, incluindo o desenvolvimento e maturação dos linfócitos B e T. Como tal, a expressão de microRNAs tem vindo a ser investigada em contexto de doenças autoimunes, incluindo a EM.
O objetivo deste projeto, que inclui 76 doentes portugueses com EM (nas formas surto-remissão ou progressiva), é estudar biomarcadores epigenéticos. Nesta análise, o grupo da investigadora estudou em particular o microRNA-146a, tendo verificado, à semelhança de estudos anteriores, que este marcador estava aumentado em doentes com EM e que esse aumento era mais acentuado nos doentes com surtos.
Este estudo é relevante na medida em que os fatores epigenéticos, ao contrário dos fatores genéticos, são atualmente "modificáveis" e podem ser usados para alterar a expressão da doença.

















