Além dos dados, foram também apresentadas as recomendações do projeto, entre as quais a promoção do papel dos cidadãos no sistema de saúde. Para os peritos nacionais, que se reuniram ao longo do ano para debater a melhor forma de resolver os desafios inerentes ao financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “o cidadão é o elemento central da prestação de cuidados” e, como tal, “é importante a sua envolvência na definição da política de saúde”, através da criação de mecanismos que contemplem a sua participação na decisão.
O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), que conta com o apoio da Roche e da IQVIA. Foi criada para tentar colmatar a necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no SNS.
Para tal, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, e desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.
Ao todo, o trabalho desenvolvido levou à identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do SNS: Resultados em Saúde, Integração de Cuidados, Gestão da Doença e Prevenção e Promoção da Saúde.
A estas juntam-se mais 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto onde vão ser testadas, já a partir do próximo ano: o IPO do Porto e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
As 10 recomendações:
• Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;
• Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;
• Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;
• Desenvolver a rede de suporte ao doente;
• Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;
• Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;
• Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;
• Transparência & benchmarking entre instituições;
• Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;
• Um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde;
• Confiança no sistema de saúde.
“O 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”, conclui o Dr. Alexandre Lourenço, presidente da APAH.

















