Maioria dos portugueses defende que a sociedade deve intervir de forma mais ativa no setor da Saúde
10/10/2018 16:21:56
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Maioria dos portugueses defende que a sociedade deve intervir de forma mais ativa no setor da Saúde

De acordo com os dados de um inquérito à população nacional, realizado no âmbito do projeto “3F - Financiamento, Fórmula para o Futuro”, a maioria dos portugueses (51%) defende que a sociedade deve ter um papel mais ativo e interventivo na Saúde. Esta foi uma das conclusões apresentadas e debatidas hoje, dia 10 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O evento contou com a presença do ministro da Saúde, Dr. Adalberto Campos Fernandes. Percorra a galeria e veja os melhores momentos.

 

Além dos dados, foram também apresentadas as recomendações do projeto, entre as quais a promoção do papel dos cidadãos no sistema de saúde. Para os peritos nacionais, que se reuniram ao longo do ano para debater a melhor forma de resolver os desafios inerentes ao financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “o cidadão é o elemento central da prestação de cuidados” e, como tal, “é importante a sua envolvência na definição da política de saúde”, através da criação de mecanismos que contemplem a sua participação na decisão.

O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), que conta com o apoio da Roche e da IQVIA. Foi criada para tentar colmatar a necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no SNS.

Para tal, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, e desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Ao todo, o trabalho desenvolvido levou à identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do SNS: Resultados em Saúde, Integração de Cuidados, Gestão da Doença e Prevenção e Promoção da Saúde.

A estas juntam-se mais 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto onde vão ser testadas, já a partir do próximo ano: o IPO do Porto e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 

As 10 recomendações:

• Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;

• Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;

• Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;

• Desenvolver a rede de suporte ao doente;

• Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;

• Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;

• Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;

• Transparência & benchmarking entre instituições;

• Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;

• Um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde;

• Confiança no sistema de saúde.

 

“O 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”, conclui o Dr. Alexandre Lourenço, presidente da APAH.