VIH, hepatites B e C nos estabelecimentos prisionais: protocolos de cooperação querem novo modelo de abordagem
13/07/2018 15:43:00
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VIH, hepatites B e C nos estabelecimentos prisionais: protocolos de cooperação querem novo modelo de abordagem

No próximo dia 16 de julho, o Estabelecimento Prisional de Lisboa, acolhe uma conferência intitulada "Eliminar a Hepatite C nos Estabelecimentos Prisionais até 2020". Neste encontro serão assinados protocolos de cooperação no âmbito do tratamento das infeções por VIH e das hepatites virais na população reclusa.

Os documentos serão assinados entre a Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) e 28 instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O objetivo passa por dar forma a um novo modelo de abordagem dos cuidados de saúde em matéria de doenças infeciosas nas prisões, assente em duas alterações.

Os infecciologistas, gastrenterologistas e internistas terão de passar a deslocar-se aos estabelecimentos prisionais para cuidar da população reclusa de 45 estabelecimentos prisionais do continente infetada com VIH, hepatite B e hepatite C e passam a ser realizados rastreios à entrada, durante, e no final do período de reclusão.

Como objetivos, a iniciativa pretende alcançar as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), das quais se destaca o tratamento de todos os reclusos infetados por VIH e a eliminação da hepatite C nas prisões até 2020. Por outro lado, os reclusos nos estabelecimentos prisionais que estavam até aqui sujeitos a procedimentos de segurança na deslocação ao exterior, agora passam a ser consultados e tratados no próprio estabelecimento prisional.

Consulte pdfaqui o programa do encontro.

Fonte: SNS