Inteligência artificial pode ser uma solução mais eficaz no processo de seleção embrionária
06/07/2018 16:23:50
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Inteligência artificial pode ser uma solução mais eficaz no processo de seleção embrionária

“Using Artificial Intelligence (AI) and Time-Lapse to improve human blastocyst morphology evaluation” é o nome do estudo que o Dr. Marcos Meseguer, embriologista do IVI Valencia, apresentou esta semana, no decorrer do 34º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

 

A presente investigação mostra como a inteligência artificial (IA) é muito mais rápida e precisa do que a avaliação do embriologista para classificar embriões usando imagens de time-lapse. Além disso, apresenta maior concordância nos processos, relativamente à variabilidade e heterogeneidade que se verifica no trabalho do operador humano.

Esta é a conclusão do trabalho, no qual participa a Universidade Estadual Paulista (UNESP), e da qual fizeram parte cinco embriologistas de quatro países diferentes, que analisaram 223 embriões segundo os critérios de morfologia convencionais, necessários para a seleção embrionária. A IA aprendeu a medir, interpretar, analisar e distinguir as diferentes partes do embrião e a selecioná-los mediante estes critérios, aperfeiçoando o seu processo à medida que amplia o número de embriões avaliados.

“A aplicação da IA à classificação do blastocisto humano é económica, não invasiva e mais fiável do que a classificação por parte de um operador. Em vez de um humano ver milhões de imagens, a IA avalia, aprende e quantifica continuamente informação adicional. Como se demonstrou, esta tecnologia pode melhorar significativamente as nossas capacidades de avaliação da viabilidade embrionária”, refere o Dr. Marcos Meseguer.

Uma das maneiras de reduzir a subjetividade que afeta o processo de seleção dos embriões é precisamente o processamento de imagens digitais e as técnicas de IA, em colaboração com o time-lapse. Este sistema permite escolher o momento para avaliar o embrião, sempre à mesma hora, o que contribui para a eficácia do processo e uma avaliação precisa da viabilidade embrionária. A análise é feita de forma idêntica em qualquer parte do mundo, uma vez que se realiza em função de imagens fixas e estandardizadas de time-lapse.

Os blastocistos humanos apresentam desafios para o reconhecimento das imagens da IA, pelo que requerem mais estudos independentes para demonstrar a reprodutibilidade antes de se estabelecer a sua aplicação clínica.