Farmácias comunitárias dispensam medicamentos para o tratamento do VIH/SIDA a mais de 90 doentes
06/07/2018 15:09:42
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Farmácias comunitárias dispensam medicamentos para o tratamento do VIH/SIDA a mais de 90 doentes

No âmbito do projeto TARV II (tratamento antirretrovírico), as farmácias comunitárias estão a dispensar medicamentos para a infeção VIH/sida a 93 doentes. Neste momento, mais de 125 doentes estão em vias de ser incluídos na farmácia que selecionaram. Como principal objetivo, a iniciativa pretende aumentar a comodidade dos doentes, facilitar o acesso e incrementar a adesão à terapêutica.

 

O TARV II iniciou em fevereiro deste ano, após aprovação pela Comissão de Ética do Centro Hospitalar de Lisboa Central. Até ao dia 29 de junho foram contactados 784 cidadãos, dos quais 385 assinaram consentimento informado para a participação neste estudo, coordenado pelo Prof. Doutor Fernando Maltez.

O estudo observacional prevê a existência de dois grupos de doentes, nomeadamente aqueles que optam por levantar a medicação no hospital – atualmente existem 146 doentes que continuam a levantar a medicação no Hospital Curry Cabral – e os que escolhem a farmácia comunitária.

Este projeto constitui a segunda fase do estudo, que envolve um total de 208 farmácias, cinco distribuidores, 13 empresas farmacêuticas e nove parceiros institucionais. A formação irá abranger mais profissionais, prevendo-se o alargamento do número de farmácias participantes.

O projeto piloto TARV I, enquanto estudo intervencional, começou em dezembro de 2016. Registou resultados favoráveis à sua continuidade, nomeadamente em termos de comodidade e conveniência, uma vez que se verificou a manutenção da estabilidade clínica dos doentes e da adesão à terapêutica.

 

Profilaxia pré-exposição

Ainda no âmbito das Metas 90-90-90, definidas pela ONUSIDA, e das medidas de prevenção do VIH/SIDA, está em curso o acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste no tratamento preventivo de populações em risco acrescido que preencham os requisitos estabelecidos pela circular normativa do Infarmed, Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Direção-Geral da Saúde (DGS) e Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Desde que estão acessíveis os tratamentos através de autorização de utilização excecional (AUE), já estão a aceder à medicação 47 pessoas e estão a aguardar autorização mais 74, com pedidos do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Centro Hospitalar do Porto e Centro Hospitalar de Lisboa Oriental (Hospital Egas Moniz).