Amadora e Sintra na via rápida para acabar com a epidemia VIH
08/06/2018 16:46:45
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Amadora e Sintra na via rápida para acabar com a epidemia VIH

Amadora e Sintra vão ser as próximas Fast-Track Cities (Cidades na Via Rápida para Acabar com a Epidemia VIH) em Portugal. Foi a AJPAS que avançou com esta novidade quando, esta semana, assinalou o 25.º aniversário no Auditório do Hospital Fernando Fonseca (HFF). Veja a galeria de fotografias.

A “data querida” desta associação é a 18 deste mês, mas as comemorações aconteceram esta quarta-feira, dia 6. No local estiveram reunidos representantes das duas autarquias, médicos, responsáveis por outras associações que operam na área do VIH/SIDA e um representante do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde. 


Depois do Prof. Doutor Francisco Velez Roxo, presidente do conselho de administração do HFF, ter feito a abertura da sessão, os trabalhos prosseguiram com um programa constituído por diferentes intervenientes, tendo sido abordado o percurso da AJPAS, o papel das organizações não-governamentais no desenvolvimento local e a iniciativa à qual agora se juntam Amadora e Sintra.


“Tecnicamente, o conhecimento e os dispositivos que dispomos tornam exequíveis a interrupção da transmissão epidémica de VIH, enquanto um problema grave de saúde pública”, mencionou o Prof. Doutor Kamal Mansinho, infecciologista no Serviço de Infecciologia e Medicina Tropical do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, a propósito da implementação do objetivo 90-90-90 em Portugal. 


Por seu turno, Luís Mendão, do GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, afirmou que foi (e continuar a ser) um dos grandes entusiastas das Cidades na Via Rápida para Acabar com a Epidemia VIH, contudo disse ser cético em relação à possibilidade de sucesso da iniciativa. Isto porque, conforme avançou, “neste momento, os recursos que temos não são suficientes para ultrapassar as metas propostas”.  


Os dois vereadores das Câmaras Municipais da Amadora e de Sintra, Susana Nogueira e Eduardo Quinta Nova, respetivamente, foram unânimes em salientar que a entrada destas duas cidades na iniciativa é um desafio para ser alcançado mediante uma estratégia feita com base em várias parcerias, entre elas a AJPAS, não fosse esta a associação a incentivar a adesão.


As últimas palavras foram as de António Carlos da Silva, presidente da direção da AJPAS, que recordou as diferentes fases da associação que foi começada pelo Dr. António Luz e rematou salientando que “a AJPAS sozinha não faz nada; com os parceiros faz muito”.   

De lembrar que Fast-Track Cities é uma iniciativa que pretende acabar com a epidemia VIH, à qual já aderiram mais de 200 cidades em todo o mundo, sendo as autarquias peças fundamentais para a meta traçada. As três cidades portuguesas – Cascais, Lisboa e Porto – juntaram-se à ação em maio de 2017, foi criado um grupo de trabalho liderado pelo infecciologista Prof. Doutor Kamal Mansinho e cada uma destas cidades está a apresentar uma estratégia adaptada à realidade local, considerando também a meta 90-90-90 da ONUSIDA para o ano de 2020: diagnosticar 90% das pessoas que têm a infeção por VIH, destas garantir que 90% estão a fazer tratamento antirretroviral e que, destas, 90% tenham a carga viral suprimida. Lisboa foi a primeira a apresentar uma estratégia local.