Criado Grupo de Trabalho para o Acompanhamento do Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório
09/02/2018 15:49:44
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Criado Grupo de Trabalho para o Acompanhamento do Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório

O governo criou o Grupo de Trabalho para o Acompanhamento do Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório (GTADCA) com o propósito de melhorar a gestão dos hospitais e da qualidade dos cuidados de saúde. O Grupo irá produzir um relatório preliminar que será colocado em discussão pública até 30 de junho de 2018.

De acordo com o Despacho n.º 1380/2018, publicado em Diário da República, no dia 8 de fevereiro, a cirurgia de ambulatório representa um importante instrumento para o aumento da efetividade, da qualidade dos cuidados e da eficiência na organização hospitalar. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) destaca o impacto positivo para o doente, que, em menos de 24 horas é intervencionado de forma programada, podendo recuperar num ambiente familiar. Para além disso, o SNS afirma ainda que a cirurgia de ambulatório (CA) possibilita uma organização da estrutura hospitalar, ao dedicar o internamento às situações mais complexas, racionalizando a despesa em saúde com uma correta reorientação dos custos hospitalares.

Entre as várias missões, o grupo tem como objetivos proceder à caracterização da evolução da CA desde 2008 à atualidade, identificar os eventuais constrangimentos estruturais de recursos humanos e formação e propor ajustamentos ao modelo de financiamento das instituições do SNS, de forma a incentivar a realização da cirurgia de ambulatório.

Em comunicado, a Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) veio congratular a criação deste Grupo. Para o Dr. Carlos Magalhães, presidente da APCA e membro do GTADCA, “com a criação deste grupo de trabalho vai ser possível identificar áreas que, apesar do crescimento, carecem ainda de desenvolvimento, de forma a maximizar as vantagens da cirurgia de ambulatório e o seu importante contributo para o aumento da efetividade, da qualidade dos cuidados e da eficiência da organização hospitalar”.

No Despacho, pode ler-se que "se em 2000 a CA representava pouco mais de 10% do total de cirurgias relativas a procedimentos com indicação internacional para serem efetuados em regime de CA, presentemente cerca de 80 % destas cirurgias são realizadas em regime de CA, sendo que cerca de 63% do total de cirurgias programadas é realizada nesta modalidade”.