Cerca de 200 profissionais de saúde assinam carta contra a eutanásia
09/02/2018 12:38:21
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Cerca de 200 profissionais de saúde assinam carta contra a eutanásia

Cerca de 200 profissionais de saúde assinaram esta quinta-feira, dia 8 de fevereiro, uma carta contra a legalização da eutanásia, entregue pelo Movimento Stop Eutanásia aos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República.

Encontram-se entre os signatários médicos, professores de Medicina, psiquiatras, psicólogos, médicos de Cuidados Paliativos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, entre os quais Germano de Sousa, António Gentil Martins, Abel Matos Santos, Duarte Silva Soares, Manuel Luís Capelas, Margarida Neto, Pedro Afonso e Teresa Tomé Ribeiro. 

No documento, defendem que a eutanásia representa "uma violação grave da ética médica, sendo repetidamente condenada pela Associação Médica Mundial”. E acrescentam: “Em caso algum é legítimo a sociedade procurar induzir os médicos a violar o seu Código Deontológico e o seu compromisso para com a vida dos que sofrem física e psiquicamente”.

“Perante o doente grave e com doença terminal, o comportamento adequado deverá ser, sempre, o do respeito integral pela sua vida e dignidade pessoal”, defendem os subscritores do documento, que acreditam ser “dever de toda a sociedade, e também do legislador, lutar por proporcionar todos os meios necessários ao serviço dos doentes graves e terminais, para que a eutanásia não tenha que ser proclamada como um ‘direito’”.

Na Assembleia da República entraram já dois projetos de lei para despenalizar a morte medicamente assistida, um do BE e outro do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), estando também previsto que o Partido Ecologista "Os Verdes" apresente o seu texto nos próximos dias. Também o PS vai apresentar até ao fim de março o seu projeto de lei sobre morte assistida e espera que os diplomas sejam votados até julho, no final da sessão legislativa, tal como anunciou esta quinta-feira o líder parlamentar socialista, Carlos César.