“Spirulina” testado para atrasar a doença de Parkinson
14/11/2017 16:03:40
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“Spirulina” testado para atrasar a doença de Parkinson

Uma equipa internacional liderada pelos investigadores Sandra Tenreiro e Tiago Outeiro, do Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da NOVA Medical School (NMS), descobriu um mecanismo pelo qual o principal componente do suplemento alimentar spirulina, denominado ficocianina, aumenta a viabilidade das células, atrasando a sua degeneração no modelo da doença de Parkinson.

Este avanço foi descoberto por investigadores do CEDOC-NMS, com a participação da Dr.ª Telma Elita Bertolim, da Universidade de Passo Fundo, no Brasil. A equipa utilizou um modelo celular conhecido como “a levedura de padeiro”, para testar de que modo a ficocianina afeta a toxicidade da alfa-sinucleína, uma proteína chave nesta doença.

O investigador Tiago Outeiro afirma que “este estudo demonstra que devemos prestar mais atenção a suplementos alimentares, pois podem ter potencial para nos ajudar a combater efeitos nocivos de certas proteínas na doença de Parkinson. Precisamos de todas as armas que estejam ao nosso alcance e este estudo, em colaboração com o grupo do Brasil, é um exemplo de como pensar de forma criativa para atacar o problema de ângulos diferentes”.

Até agora sabia-se que este suplemento é derivado de uma alga existente na China e na Índia, pelo que as populações que incluem a alga na sua dieta apresentam uma maior longevidade.

Para completar este estudo, os investigadores foram mais longe e dissecaram os mecanismos moleculares que estavam na base desta proteção celular e descobriram que a ficocianina atua a nível do stress oxidativo das células nas mitocôndrias, a central energética das células. Por outro lado, este estudo revelou que a ficocianina é capaz de recuperar a capacidade degradativa das células afetada pela alfa-sinucleína, o que pode explicar porque é que populações que incluem a alga que contém spirulina na sua dieta vivem mais anos.