Sistema de saúde português acima da média da OCDE
13/11/2017 17:34:24
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Sistema de saúde português acima da média da OCDE

Portugal surge numa posição favorável na publicação anual Health at a Glance, referente a 2017, divulgada no dia 10 de novembro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Em todos os capítulos, o país apresenta indicadores com resultados positivos, ou seja, surge numa posição acima da média da OCDE ou em torno de valores próximos.

Na análise da evolução de um conjunto de indicadores ao longo do tempo, observam-se igualmente tendências positivas. Destaca-se os seguintes indicadores de “Estado de saúde”, domínio em que são apresentados indicadores relativos à esperança média de vida em homens e mulheres, esperança de vida aos 65 anos, mortalidade por principais causas e doenças mentais, e onde Portugal apresenta valores muito próximos da média da OCDE. No caso da prevalência da demência, em que a média da OCDE é de 14,8/1.000 habitantes, em Portugal este valor atinge 19,9/1.000 habitantes, surgindo assim no quarto lugar com mais casos, atrás de Alemanha, Itália e Japão. A diabetes apresenta igualmente valores acima da média da OCDE, correspondendo a 9,9 % da população de 20-79 anos.

No que respeita aos “Fatores de risco para a saúde”, Portugal apresenta resultados favoráveis no consumo de tabaco (16,8% de população que fuma diariamente, que comparam com os 18,4% da média da OCDE); de álcool (9,9 litros, que comparam com a média de 9,0 da OCDE, tendo em consideração que o valor do ano 2000 foi de 11,9 litros per capita); na obesidade (16,6 %, contra 19,4 % da média da OCDE) e poluição do ar (24PM2.5, face a 68PM2.5).

Relativamente ao “Acesso a Cuidados de Saúde”, Portugal apresenta valores favoráveis, relativamente à média da OCDE, nos principais indicadores neste domínio: cobertura da população em cuidados de saúde; tempo de espera para cirurgia às cataratas; consultas não efetuadas devido ao seu custo. O valor do indicador “percentagem do consumo das famílias destinada aos cuidados de saúde” (despesas diretas com saúde nas famílias portuguesas, as chamadas despesas out-of-pocket, é ligeiramente mais desfavorável a Portugal (3,8 %), sendo o valor médio da OCDE de 3,0 %.

Portugal mantém valores próximos da média da OCDE nos indicadores de “Qualidade dos cuidados de saúde”: admissões hospitalares por asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), prescrição de antibióticos, mortalidade por enfarte agudo do miocárdio (EAM), complicações cirúrgicas, sobrevivência por cancro do cólon e trauma obstétrico, cobertura vacinal. Evidencia-se, em particular, em dois deles: internamentos por asma e DPOC – Portugal ocupa a terceira posição, num total de 34 países observados; trauma obstétrico – Portugal ocupa a quinta posição num total de 21 países observados.

No que respeita ao consumo de benzodiazepinas em adultos com mais de 65 anos, Portugal encontra-se no segundo lugar, num conjunto de 16, dos países com maior consumo.

Do conjunto de indicadores selecionados para o domínio ”Recursos em Saúde”, Portugal apresenta valores próximos e, em vários deles, superiores à média da OCDE. Veja-se as despesas totais per capita (2.734,0 USD por habitante), médicos por mil habitantes (3,4) e enfermeiros por mil habitantes (6,3). Relativamente ao indicador “número total de médicos per capita”, Portugal ocupa a terceira posição no total de 35 países.

São ainda de destacar os seguintes indicadores: mamografias em mulheres de 50-69 anos – Portugal ocupa o segundo lugar, em 33 países, com uma evidente melhoria desde 2005; embolismo pulmonar pós-operatório e trombose de veias profundas em cirurgias de anca e joelho – Portugal sagra-se em segundo lugar num conjunto de 14 países; sépsis pós-operatória em cirurgias abdominais –  o país fica em quinto lugar, num conjunto de 14 países; consumo regular de fruta em adultos – Portugal ocupa a quarta posição entre 32 países.

Esta nova edição do Health at a Glance apresenta os dados mais recentes, comparáveis entre os estados membros da organização, designadamente sobre o estado de saúde das populações, o acesso aos cuidados de saúde, a qualidade dos cuidados prestados e o desempenho dos sistemas de saúde. Comparativamente com edições anteriores, destaca-se a inclusão de novos indicadores na área dos fatores de risco em saúde. 

Fonte: SNS