APDP e SPC juntas na prevenção cardiovascular nos doentes com diabetes
18/04/2017 17:21:39
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APDP e SPC juntas na prevenção cardiovascular nos doentes com diabetes

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) acabam de assinar um protocolo de cooperação com vista à realização de ações na área da prevenção, tratamento e do controlo da patologia cardiovascular na população diabética.

O acordo assinado pelo presidente da SPC, Dr. Miguel Mendes, e pelo presidente da APDP, Dr. José Manuel Boavida, tem previsto diversas atividades desde a promoção da investigação científica e de registos, divulgação de estudos e de resultados de investigação, bem como a promoção do debate sobre temas relacionados com a patologia cardiovascular na pessoa com diabetes.

Esta parceria prevê ainda a colaboração científica na organização de ações de formação conjunta, de carácter anual, eventualmente inserida nas respetivas áreas de formação avançada, como a Academia Cardiovascular (SPC) e a Escola da Diabetes (APDP).

De acordo com o relatório “Diabetes: Factos e Números” do Observatório Nacional da Diabetes, em 2015, a prevalência estimada da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,3%, isto é, mais de um milhão de portugueses neste grupo etário têm diabetes. A este número juntam-se mais de dois milhões de pessoas com pré-diabetes. De referir ainda, que 30% dos internamentos por acidente vascular cerebral (AVC) são em pessoas com diabetes.

“Com os números que a diabetes atinge em Portugal e no mundo só uma abordagem multidisciplinar poderá ser capaz de lhe responder. A tríade colesterol, hipertensão e diabetes é hoje incontornável na abordagem das doenças cardiovasculares, enquanto causa maior de mortalidade e de morbilidade. Desde os anos 70 que a Cardiologia foi uma das maiores preocupações da APDP”, explica o presidente da APDP.

E continua: “o combate à diabetes, nas suas vertentes de prevenção e tratamento é provavelmente o principal desafio a vencer na próxima década em Portugal. Preocupa-nos que as atuais gerações jovens devido ao aumento da obesidade e do sedentarismo que condicionam um risco muito elevado de diabetes possam ver reduzida a sua esperança de vida face à geração atual e que o controlo farmacológico da diabetes já tenha um peso muito significativo na despesa do SNS”.

“Por outro lado, o controlo da diabetes tem sido alvo de mudanças frequentes devido ao lançamento muito frequente de novas classes terapêuticas. Para enfrentarmos este combate, consideramos não ter melhor parceiro que a APDP pela sua história, impacto e profundo conhecimento de que dispõe neste campo”, conclui o presidente da SPC.


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