Unidades Locais de Saúde reduzem readmissões hospitalares
18/04/2017 16:26:35
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Unidades Locais de Saúde reduzem readmissões hospitalares

Segundo o estudo “Can Vertical Integration Reduce Hospital Readmissions? A Difference-in-Diferences Approach”, a criação das Unidades de Locais de Saúde (ULS) contribuiu para a diminuição em cerca de 10% do risco de readmissões hospitalares. O estudo publicado na revista americana Medical Care foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP-UNL).

O estudo revela também que a melhoria nas taxas de readmissão não se verifica para todas as patologias. Os melhores resultados foram observados em doentes com diabetes com complicações, onde se observou uma redução em cerca de 30% do risco de readmissão, infeções do trato urinário e pneumonia. No entanto, em situações de insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral (AVC) a integração vertical de cuidados não apresentou efeito significativo.

O estudo da ENSP-UNL compara a taxa de readmissões hospitalares não planeadas antes e após a integração vertical de cuidados em seis ULS. Essa evolução foi depois comparada com a forma como evoluíram hospitais onde esta alteração não ocorreu.

Uma readmissão hospitalar ocorre quando, após ter alta do hospital, o doente é internado novamente num curto espaço de tempo, geralmente 30 dias, tendo um impacto negativo para o próprio, para os seus familiares e para o hospital.

A criação das ULS, entre 1999 e 2012, juntou centros de saúde e hospitais que anteriormente atuavam de forma separada. Foram criadas oito ULS, servindo cerca de 12% da população, na expectativa de que a integração vertical de hospitais e centros de saúde promovesse a eficiência, a efetividade e a melhoria dos resultados em Saúde.

“A redução de readmissões no internamento não era o único objetivo pretendido com a integração vertical, mas é um dado importante para a medição da qualidade da prestação de cuidados ao utente e um importante fator de acréscimo dos custos”, explica a Dr.ª Sílvia Lopes, investigadora responsável.

Os resultados sugerem que a integração vertical pode ter um impacto positivo na redução das readmissões hospitalares. No entanto, como cada ULS seguiu a sua própria estratégia na implementação da integração vertical de cuidados, “é necessário uma análise mais detalhada para perceber que aspetos foram responsáveis pelos resultados alcançados”, adverte a investigadora.

O estudo faz parte de um projeto de investigação mais alargado da ENSP-UNL, coordenado pelo Professor Rui Santana e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, para avaliar o impacto da criação das ULS, pelo que se esperam mais dados para breve.

Leia o artigo na íntegra e gratuitamente aqui


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